Onde fica cada coisa, o que cada número quer dizer, de onde ele vem — e, principalmente, onde ele não dá conta. Este manual descreve o painel que existe hoje, não o que ele vai ser.
Os números do painel são de base viva: enquanto você lê esta frase, entra venda e entra reembolso. Um manual que carimba um faturamento ao centavo envelhece em horas — e aí faz você achar que o painel quebrou justamente quando ele está certo. Então aqui não tem tabela de valores pra conferir contra a tela. Só entram três tipos de número:
No lugar das tabelas de valor, cada seção diz o que a coluna significa, como ler e o que é sinal de problema. Você tem o painel aberto do lado — repetir o valor aqui não ajuda em nada, e atrapalha bastante.
Todo nome de métrica citado é o nome que está escrito na tela. Se o manual chama de “Taxa de anexação”, é porque o cartão se chama assim. Quando o manual precisa de uma conta que a tela não faz, ele avisa que a conta é dele. E quando uma tela está vazia ou cega, ele diz que está vazia e explica por quê — um manual que descreve um painel melhor do que o real é pior do que manual nenhum.
Antes de qualquer explicação: nem toda aba está pronta. Esta tabela é o mapa honesto do que você vai encontrar ao abrir cada uma.
| Aba | Estado | O que esperar |
|---|---|---|
| Detalhes | funciona | Vendas, leads e investimento. O recorte “Página” do cartão de Leads pinta uma linha só
(/) — a tabela existe, mas não distingue página nenhuma. |
| Por hora do dia/dia da semana | funciona | Mapa de calor completo, 168 células. |
| Reembolsos | parcial | Os valores estão todos lá. A curva por dia só desenha os reembolsos com data utilizável, e ela começa em 02/07/2026 — o histórico anterior fica de fora dela. |
| Jornada do cliente | funciona | Compradores ligados por e-mail. Venda paga sem e-mail fica de fora, por construção. |
| Testes A/B | vazia | Enquanto ninguém criar um teste, você vê só o formulário. Não é defeito: a ferramenta está pronta e nunca foi usada. |
| Leads | parcial | Pontua contato, não lead — não temos base de leads própria com volume. A aba avisa isso no topo, antes de qualquer número. |
| Debriefing | parcial | Completo só no Vibe Render. Nos outros funis, várias etapas vêm hachuradas. |
| Rastreamento | funciona | É o diagnóstico do encanamento. Vai mostrar vermelho em página boa por alguns dias. |
| Funis | parcial | 6 cards. Os quatro do RenderLab contam só venda com rastro do anúncio, então card zerado ali quer dizer “nenhuma venda chegou com esse endereço” — não “o funil não vendeu”. |
A tela tem três camadas de navegação. Entender essas três resolve 90% do “onde é que fica aquilo”.
/cdn-cgi/access/logout).A barra fina e vertical na lateral. Ela troca de área do negócio, não de número. São cinco entradas: Performance (onde você está), Conteúdo, Operação (o board de tarefas do time), Pesquisas e Links. Tem um botão de recolher/expandir, e ele lembra da sua escolha na próxima visita.
Dentro de Performance, as abas trocam a pergunta que você está fazendo sobre o mesmo período.
É o controle mais importante da tela. Ele manda em todos os números de todas as abas ao mesmo tempo. São 8 atalhos — Hoje, Ontem, 7 dias, 30 dias, 90 dias, Este mês, Mês passado e Tudo — mais uma faixa livre De/Até.
O período padrão é Tudo — a base inteira desde 10/01/2026. Então o primeiro número que você vê ao abrir não é do mês: é do ano inteiro. Se quer saber como está julho, troque o período antes de olhar qualquer coisa. Esse é o erro de leitura número um.
Ao lado do período ficam três filtros que também valem pra tela toda: produto, conta de anúncio e plataforma. A linha logo abaixo do “Bem-vindo” sempre escreve o que está filtrado no momento — vale o hábito de conferir essa linha antes de ler os números.
Se você ouviu falar de um campo “Pergunte sobre os números”, ele não está no ar. O código dele existe, mas o robô que responderia foi retirado de propósito — melhor não ter a caixa do que ter uma caixa onde ninguém está ouvindo.
Este manual cobre a tela Performance — os 4 números do topo e as 9 abas. As outras áreas do trilho (Conteúdo, Operação, Pesquisas e Links) existem e funcionam, mas não foram auditadas nesta revisão, então o manual prefere não descrevê-las a descrevê-las de memória.
Quatro cartões, sempre no mesmo lugar, sempre obedecendo o período escolhido. Aqui está o que cada um é — e, mais importante, o que cada um não é.
Os valores foram deixados de fora de propósito: eles mudam a cada venda que entra, e você tem a tela do lado. O que o quadro ensina é a anatomia do cartão — rótulo em cima, valor grande no meio, e embaixo uma legenda que o painel escreve sozinho, diferente em cada um.
Duas coisas de formato que vale reconhecer:
É o valor cheio que o cliente pagou, somando só as vendas com status “pago”, de Hotmart e Stripe juntas. Embaixo dele vem o número de vendas.
Não é o que caiu na conta. Não desconta comissão da plataforma, taxa nem imposto. Se você comparar com o extrato do banco vai dar diferente — e os dois estão certos, porque medem coisas diferentes.
Conta única e simples: faturamento menos o que foi gasto em anúncio. Fica verde quando sobra, vermelho quando falta.
O Lucro operacional NÃO desconta:
Ou seja: é faturamento menos tráfego, e só. É um ótimo número pra responder “o tráfego está se pagando?”. É um péssimo número pra responder “quanto o negócio lucrou?”. Não leve este cartão pra reunião de sócio como se fosse lucro de verdade.
Tudo que saiu em Meta Ads no período, somando todas as contas.
Um detalhe que confunde: quando o período termina hoje, o painel estica o teto em um dia. A conta do Meta trabalha num fuso à frente do Brasil e já lança gasto de “amanhã”. Sem esse ajuste, o número de hoje viria menor do que o do gerenciador.
Faturamento dividido pelo investido. A leitura é sempre a mesma: se o cartão mostrar 3,00x, quer dizer que pra cada R$ 1,00 em anúncio entraram R$ 3,00 de venda. A legenda do cartão não escreve essa frase — ela escreve os dois valores cheios (“R$ … para cada R$ … gastos”), e a divisão fica com você.
Se não houve investimento no período, o cartão mostra “—” e explica. Ele nunca mostra “0,00x”, porque investimento zero não é ROAS zero — é ROAS indefinido.
O ROAS do topo usa 100% da receita contra 100% do gasto — não depende de rastreamento nenhum. É o número que responde “o tráfego se paga?”.
Já o ROAS que aparece dentro das tabelas por anúncio ou por criativo compara todo o gasto contra só a fatia rastreada da receita. Ele serve pra comparar anúncios entre si — nunca pra dizer se o negócio dá lucro. A próxima seção é inteira sobre isso.
Barras de gasto e faturamento (escala da esquerda, em reais) e linhas de leads e ROAS (escala da direita). Três comportamentos que vale conhecer:
Ela vem do pixel do Meta: é o que o Facebook diz que foi lead. Não é uma lista de pessoas que você possa abrir, filtrar ou mandar e-mail — nossa tabela própria de leads praticamente não tem volume, e é por isso que a aba Leads pontua contato em vez de lead (seção 10). Trate essa linha como termômetro do anúncio, não como cadastro.
Esta é a seção mais importante do manual. Se você ler só uma, leia esta. Ela explica por que o painel às vezes mostra muito menos venda do que o gerenciador do Meta — e por que, nesse caso, quem está certo é o painel.
Quase toda confusão com dashboard nasce de misturar três perguntas diferentes:
As três moram na aba Rastreamento. Vamos uma por uma.
O painel pergunta ao vivo pro Meta Ads e pra Stripe quanto eles têm, e compara com o que está na sua tela.
Enquanto este manual estava sendo escrito, o faturamento de “Tudo” subiu várias vezes: entrou venda. Nada quebrou. Se você tirou um print de manhã e o da tarde está diferente, isso é o esperado — só compare prints do mesmo período fechado.
E tem a volta: número de dia fechado também se mexe, pra baixo. Um reembolso que chega hoje tira uma venda de um dia da semana passada, porque ela deixa de ser “paga”. Por isso nem histórico é gabarito — o painel conta o estado de hoje, não o print de ontem.
É exatamente por isso que este manual não carimba valor nenhum. Se você precisa do número exato de agora, ele está na tela.
Quando alguém clica num anúncio, o link carrega uma etiqueta invisível. Se a pessoa comprar naquela visita, a etiqueta viaja junto e a venda chega com endereço. Mas se ela clicou hoje e comprou daqui a duas semanas, pelo Instagram, digitando o site — a venda chega sem endereço nenhum.
A barra de cobertura mede exatamente isso, em quatro níveis. Na tela vem uma barra colorida com as quatro fatias proporcionais e, embaixo dela, a legenda. Reproduzida aqui sem os valores — a largura de cada fatia é o número, e o número é seu:
Essa última linha é da tela, não deste manual: o painel calcula sozinho o fator de subestimação e escreve o “× menor” ali embaixo da legenda. Ela só aparece nessa forma quando o fator passa de 1,2×; quando a cobertura está boa, a mesma linha vira “A maior parte da receita é atribuída ao anúncio — o ROAS por UTM está próximo do retorno real.” Ou seja: o número que as duas caixas abaixo explicam já está impresso na tela — não precisa ser calculado, precisa ser lido.
A porcentagem grande em cima é sempre a primeira faixa. Quanto menor ela for, menos qualquer tabela “por anúncio” fala pelo negócio inteiro. E ela muda com o período: como o rastreamento das páginas foi sendo ligado ao longo de 2026, um mês recente cobre mais que o período “Tudo”, que carrega a história inteira. Compare sempre a mesma faixa em dois períodos, nunca faixas diferentes.
Cada item da legenda escreve o nome da faixa e a porcentagem dela, e só isso. Não existe valor em reais nem contagem de vendas por faixa em lugar nenhum desse bloco — se você for procurar, não acha. Pra ter reais e contagem, o caminho é outro: as tabelas de venda da aba Detalhes, cada uma com a própria linha de cobertura em cima.
Pra comparar períodos, troque o período no topo e releia a mesma faixa. É o gesto que responde “o rastreamento está melhorando?”.
Toda tabela “por anúncio” e todo ROAS por criativo compara 100% do gasto contra a fatia rastreada da receita. Quando a cobertura é baixa, um ROAS de 0,40x naquela tabela não significa prejuízo: significa que a maior parte da receita não conseguiu ser ligada a anúncio nenhum. O gasto está inteiro no denominador; a receita, não.
Por isso todas as tabelas de venda carregam uma linha de cobertura declarando quanto daquela receita as linhas explicam — verde quando fecha tudo, âmbar quando é parcial. Sempre leia essa linha antes da tabela. E repare que ela é própria daquela tabela: a cobertura da tabela por anúncio, em Detalhes, e a barra de cobertura da aba Rastreamento são contas parecidas mas não são a mesma — ver a seção 05.
Este é o caso que explica tudo. Pra pergunta “quantos RenderLAB venderam nesse dia?”, três lugares dão três respostas diferentes — e as três estão certas, sobre coisas diferentes:
O seu vai estar diferente — inclusive pra este mesmo 27/07, porque um reembolso que chegar amanhã derruba a primeira coluna. O que importa não são os três números: é a forma. O primeiro é sempre o maior, o segundo é uma reivindicação, e o terceiro é o único com prova documental. Se você reproduzir e der outra coisa, não é bug.
Se você for reproduzir essa contagem no banco, é aí que mora a armadilha: contar o mesmo dia em UTC devolve outro número, sempre maior, porque três horas do dia seguinte entram junto. São as mesmas vendas, cortadas na hora errada.
O painel corta o dia em Brasília em todas as telas de série temporal. Use o mesmo corte:
substr(datetime(order_date,'-3 hours'),1,10). Sem isso você produz um número que
não existe em tela nenhuma e depois vai caçar um bug que não existe.
E só compare dia fechado com dia fechado: o dia de hoje sobe até a virada.
A correção depende da demanda REN-139, com o João: fazer a cobrança dentro do app carregar a origem do usuário. Enquanto ela não sai, a esmagadora maioria das vendas do RenderLAB continua chegando sem anúncio — e é por isso que os cards de funil do RenderLab mostram uma fração pequena do que o produto vende. Pra ver o tamanho da fração hoje: aba Funis, e leia o subtítulo dos cards RenderLab, que declara que ali só entra venda rastreada.
Quando painel e Meta discordam, os dois estão certos, sobre coisas diferentes. Use assim:
O que nunca se faz: somar venda do painel com venda do Meta. É a mesma venda contada duas vezes, por réguas diferentes.
Ainda na aba Rastreamento, no bloco “Quanto o anúncio trouxe”, o painel mostra o mesmo anúncio medido de dois jeitos, lado a lado. Não é redundância: são perguntas diferentes. Os dois cartões se chamam, na tela, exatamente assim:
| Cartão, como está escrito na tela | O que conta | Serve pra | Sinal de leitura errada |
|---|---|---|---|
| Receita direta do anúncio | Só a venda que chegou com a etiqueta do anúncio | Decidir escala: subir ou cortar verba | Usar essa régua pra julgar produto com renovação. Ela sempre vai parecer fraca ali. |
| Receita do cliente que veio do anúncio | Tudo que a pessoa já gastou, desde que tenha chegado por aquele anúncio: inclui renovação e compra dentro do app | Saber quanto o anúncio vale de verdade ao longo do tempo | Usar essa régua pra decidir verba de amanhã. Ela cobra hoje um mérito que levou meses. |
Embaixo dos dois cartões o painel escreve uma frase: “Diferença de R$ … em N vendas”. É tentador subtrair uma coluna da outra e esperar que dê nisso. Não dá, e quem tentar vai achar que o painel está errado.
Esse campo não é uma subtração. Ele conta, diretamente, a receita das vendas que não tinham etiqueta mas vieram de cliente que chegou por anúncio: renovação, compra dentro do app e recompra. A subtração dos dois cartões dá outro número, e ela também tem sentido — só não é o que está escrito ali. Cite o campo, não a sua conta.
Se você fizer a subtração e ela não bater com a frase, o painel não está errado: são duas contas diferentes com o mesmo cheiro.
De qualquer forma, a leitura de negócio é a mesma: essa diferença é receita real, de gente que comprovadamente chegou por anúncio, e que a régua direta joga fora porque a segunda compra não carregava etiqueta. O painel também mostra um multiplicador entre os dois cartões — quanto a régua de cliente enxerga além da direta. Quanto maior ele estiver, mais o produto vive de recompra e renovação, e mais a régua direta subestima o funil.
Vai mexer na verba amanhã? Use a direta. Ela é conservadora e não deixa você comemorar
mérito que não é do anúncio.
Vai decidir se um funil merece existir? Use a de cliente/LTV. A direta subestima qualquer
produto com renovação — como o RenderLAB.
A aba que abre por padrão. Responde “quem vendeu o quê” em três cartões — e ainda guarda a seção de criativos no fim.
Um seletor com quatro recortes: Produto, Funil, Anúncio e Gateway (Hotmart ou Stripe). Toda tabela vem com a linha de cobertura em cima.
No recorte por Produto, a tabela traz uma linha por produto, ordenada por receita. O que cada coluna significa e como ler:
| Coluna | O que é | Como ler / sinal de problema |
|---|---|---|
| Produto | O nome como a plataforma escreve, já limpo dos caracteres invisíveis que a Hotmart cola no começo | Oferta diferente é linha diferente, mesmo sendo “o mesmo curso”. Somar duas linhas é decisão sua — o painel não soma. |
| Receita | Valor cheio pago, só status “pago”, no período escolhido | É a coluna que ordena a tabela. Não confunda “primeiro lugar em receita” com “produto mais importante”. |
| Vendas | Quantas compras daquele produto | Ler esta coluna junto com a de receita é o ponto inteiro da tabela: veja abaixo. |
| Outros produtos (última linha) | O que sobrou fora das linhas exibidas, juntado | Se ela está grande, a tabela na tela não está contando a história toda. Filtre. |
1 · Ticket baixo desce na tabela mesmo vendendo muito. Um produto de entrada pode liderar em quantidade de vendas e aparecer bem abaixo na ordem de receita. Ele não é um produto de faturamento, é uma porta de entrada — e quem julgar porta de entrada por faturamento mata a porta de entrada do negócio. Procure na tela a linha com muitas vendas e receita pequena: é essa.
2 · O mesmo produto pode ocupar duas linhas. Quando a mesma formação é vendida solta e em combo, são duas ofertas na plataforma, e a tabela mostra as duas separadas. Quem lê só a primeira subestima o produto.
3 · A gravação de um evento é o order bump dele. A “Gravação” de um workshop aparece como produto próprio, logo perto do ingresso — com muito menos vendas e receita da mesma ordem, porque o ticket é maior. É o order bump aparecendo aqui, e é a mesma história que a seção 13 conta por outro caminho. Ligue os dois fatos e a porta de entrada deixa de parecer pequena: ela arrasta o anexo junto.
Quando você troca pra Anúncio, a linha de cobertura em cima fica âmbar e declara quanto daquela receita as linhas realmente explicam. Leia esse número ali, e leia com cuidado o que ele significa: aqui não conta “ter uma etiqueta”, conta a etiqueta resolver num anúncio que existe na base. O painel varre o rastro procurando um id numérico, depois o nome exato do anúncio, e só então o nome do conjunto; o que não casa com nada disso fica de fora, mesmo tendo rastro.
Por isso este número é menor que a faixa “até o anúncio” da barra de cobertura da aba Rastreamento, que é outra tela e outra conta. Não troque um pelo outro e não cite um falando da tabela do outro — dá diferença de vários pontos e faz parecer que o painel discorda de si mesmo.
Nos dois casos vale a mesma regra de uso: nunca leia essa tabela como “o produto X vendeu Y”. Leia como comparação entre anúncios.
Quatro recortes: Anúncio, Campanha, Conta e Página.
toques), que é
muito recente: o primeiro toque registrado é de 27/07/2026, às 21:43 de Brasília.
Ele não vem vazio — mas, até agora, todas as visitas gravadas carimbaram a mesma página
(/), então ele pinta uma linha só. A coluna existe e está preenchida,
só não distingue nada. Uma linha com o total não é um recorte.Somar os leads por anúncio e somar por campanha não dá o mesmo número. É o Meta agregando de jeitos ligeiramente diferentes, no mesmo dado e no mesmo período — a diferença é pequena perto do total, e a tela avisa. Não gaste tempo caçando essa diferença: ela não nasce aqui, e não tem conserto do nosso lado.
Quanto cada conta de anúncio gastou no período, com o ROAS em duas réguas (pixel e rastro real). Serve pra ver onde o dinheiro está concentrado e comparar contas entre si — nunca pra julgar o negócio, porque a régua de rastro sofre da cobertura baixa explicada na seção 04.
Existe uma linha sem nome de conta, e ela é grande. São registros de 04/01 a 11/04/2026 que vieram de uma importação antiga, sem a identificação de qual conta pagou.
O gasto está certo e entra corretamente no total do painel. O que falta é só a etiqueta. Não é dinheiro perdido nem erro de conta — é rótulo faltando em dado antigo, e ele só some se alguém reprocessar aquela importação.
A seção de criativos é um cartão no final desta aba. Se você procurar “Criativos” na barra de abas, não vai achar.
Criativos mostra um card por anúncio, com mídia, gasto, vendas rastreadas, ROAS, CPA e transcrição. A unidade é o nome do anúncio, não o código — então o mesmo criativo rodando em cinco campanhas aparece junto, como uma coisa só. Dá pra ordenar por gasto, vendas rastreadas, receita, compras do pixel, ROAS, CPA ou nome.
O cabeçalho da seção resume o estado dela em três números que ela mesma calcula e escreve: quantos criativos tiveram gasto, quantos desses têm ao menos uma venda rastreada e quanto do gasto está nessa minoria. Leia os três juntos — só o primeiro sozinho não diz nada. Se a fatia com venda rastreada é pequena e concentra muito gasto, o que você está vendo é cobertura baixa, não criativo ruim.
Antes de qualquer card, a seção mostra duas réguas — o pixel ranqueia, o rastro confirma — e separa o que não casou em dois grupos: nome de anúncio que não existe na base, e rastro que não cita anúncio nenhum. É a diferença entre “não sei” e “não tem”.
Cada card tem campos de etiqueta — tipo, gancho, oferta, formato — e um campo de transcrição. Enquanto ninguém etiquetar nenhum criativo, não existe nada salvo em todo o sistema.
Isso mata a parte mais valiosa da seção: o quadro “qual gancho vende melhor”. Os cards individuais funcionam; o agrupamento não tem o que agrupar. E a transcrição não é automática — o campo só guarda texto colado de fora. Pra essa seção virar inteligência de criativo, alguém precisa etiquetar os criativos à mão, uma vez.
VSLs traz a curva de retenção dos vídeos, cliques por segundo e quebra por dia, dispositivo e país, cruzados com venda real. Vendas ao vivo é o feed de vendas de Hotmart e Stripe, com períodos próprios e atualização automática — é a tela de acompanhar dia de lançamento.
Um mapa de calor de 7 dias × 24 horas — 168 quadradinhos. Quanto mais forte a cor, mais venda naquele encontro de dia com hora.
No período “Tudo”, a célula mais forte do mapa quase sempre é o fechamento do lançamento da Formação, em 17/05/2026 — um domingo à tarde. Isso não é um padrão semanal. Se você tirar a média, ela vai dizer “domingo à tarde vende bem”, e você vai programar anúncio pra todo domingo em cima de um evento único que aconteceu uma vez.
O teste é simples: encontrou uma célula muito acima das vizinhas? Troque o período pra um mês sem lançamento e veja se ela continua lá. Se sumiu, era evento.
É por isso que a escala de cor do mapa é comprimida: sem isso, um único pico deixaria as outras 167 células pretas e o mapa não serviria pra nada.
O painel só conta vendas pagas e converte tudo pro horário de Brasília. Não existe balde “sem hora”: toda venda entra na matriz, inclusive as que chegaram só com a data, sem horário. Nessas, a conversão pra Brasília (menos 3 horas) empurra a venda pra 21h do dia anterior — ou seja, o horário delas é chute, e esse chute está dentro do mapa, misturado com os horários reais.
O que o painel faz é avisar, não evitar. Sempre que existe venda sem horário, aparece uma nota vermelha logo acima do mapa, com o número do dia: “N venda(s) chegaram sem horário e o agrupamento delas é chute. Cobertura de hora: X%.” Leia essa cobertura antes de tratar qualquer célula como padrão — quanto mais longe de 100%, mais do mapa é palpite. Quando não há nenhuma venda sem horário, essa nota some.
Quanto voltou, de qual produto e quando. O “quanto” é completo. O “quando” é onde mora a ressalva.
Os nomes acima são os da tela. Repare que não existe um cartão chamado “Voltou” nem um chamado “Com data confiável”: quantos reembolsos têm data conhecida é a legenda do cartão Reembolsos, e não um cartão próprio.
A Taxa de reembolso é calculada sobre tudo que entrou (pago mais reembolsado), não sobre o que ficou — é a conta certa, e o denominador vem escrito embaixo do número. A mesma legenda traz a taxa por transação, que é outra coisa: reembolso de ticket alto puxa a taxa em valor sem mexer muito na de transação, e a distância entre as duas já é um diagnóstico.
Já o Tempo até o reembolso é medido só sobre os reembolsos com data. A própria legenda escreve “medido em N de M” — leia esse par antes da mediana. Quanto mais distante N estiver de M, menos a mediana fala pelo conjunto.
Uma fatia grande do histórico não tem data de reembolso utilizável, por dois motivos concretos:
Resultado: a curva por dia do reembolso começa em 02/07/2026. Antes dessa data, o painel
sabe que foi reembolsado, não quando. O campo definitivo
(reembolsado_em) só passou a ser preenchido agora, então ele vale pra reembolso que
chegar daqui pra frente — o retroativo não tem como ser recuperado.
E a contagem “com data conhecida” sobe. Ela não está congelada: todo reembolso novo que chega por webhook da Hotmart depois do bloco de importação entra com data boa. Se você comparar essa legenda com um print de semanas atrás, ela vai estar maior — isso é o buraco encolhendo, não é erro.
Na prática: use “dia da compra” pra analisar histórico, e “dia do reembolso” só de julho de 2026 pra cá.
Quem comprou o quê, e o que comprou depois. É a aba que mostra se o negócio tem escada ou só degraus soltos.
Os nomes acima são os do painel. Não existe cartão chamado “Clientes com e-mail” nem “Movimentos de jornada” — se você for procurar por esses nomes, não acha. O denominador de compradores aparece dentro da legenda do último cartão, no formato “N de M compradores, base inteira”, e não como cartão próprio.
Repare no sufixo da legenda do primeiro cartão: ele muda com o filtro. Com período escolhido, a tela escreve “…em outro dia, no período”; sem período nenhum, escreve “…em outro dia, na base inteira”. É o único jeito de saber, sem sair do cartão, se aquele número é do recorte ou de tudo.
“Clientes que voltaram” e “Movimentos” são números diferentes de propósito: uma pessoa que abriu dois produtos novos conta uma vez no primeiro cartão e duas no segundo. Se os dois estiverem muito próximos, quase ninguém voltou mais de uma vez.
Ele aparece na fita, na tabela e na linha do tempo. Se o intervalo típico entre o produto de entrada e o seguinte é de, digamos, 40 dias, é isso que define quando o e-mail de oferta deveria sair. Esse número o painel te dá — o palpite não é necessário.
Enquanto ninguém criar um teste, você abre e vê só o formulário de criação — sem teste, sem variante, sem exposição. Isso não é defeito: a ferramenta está pronta e nunca foi usada.
Como o manual não pode prometer o que não existe, aqui vai apenas o que a ferramenta faria se fosse usada:
O botão de eleger vencedora fica travado enquanto a amostra não sustentar a conclusão. Pra destravar, a pessoa tem que declarar que está escolhendo, não medindo — e essa declaração fica gravada. É proposital: impede que alguém veja 12 cliques contra 9 e anuncie um vencedor.
O link do teste não nasce no domínio do painel. Ele sai em
painel-eo5.pages.dev, porque o domínio do painel inteiro fica atrás do
Cloudflare Access. Um visitante clicando no link cairia na tela do Access pedindo e-mail
pra receber um código — e ele não tem e-mail autorizado. Não “conserte” esse link.
O período do painel não vale aqui, de propósito. Cada teste tem a janela dele, que começa quando ele começou.
A aba mais mal-batizada do painel — e ela mesma admite isso, num aviso vermelho, antes de mostrar qualquer número.
Ela não pontua leads, porque leads praticamente não existem no banco: a tabela própria de
leads mal saiu do zero, e a de visitas de página (toques) é recente — o primeiro
toque registrado é de 27/07/2026, às 21:43 de Brasília — e até agora todas as visitas
carimbam a mesma página, /. Não é que falte a coluna de página: ela está
preenchida, e preenchida sempre igual. Serve pra contar visitante, não pra separar página.
O que ela pontua é contato: um universo unificado de quem comprou, quem passou por checkout, quem é aluno e quem está na lista. Quantos são, e quantos deles já compraram, está escrito na seção de cobertura da própria aba — que também abre as quatro fontes que alimentam esse universo, uma a uma.
Este é o ponto que dá credibilidade à aba. O score não vem de alguém decidir que “abrir e-mail vale 3 pontos”. Ele vem de uma medição de verdade: os sinais foram congelados numa data de corte, e o painel foi ver quem realmente comprou nos 14 dias seguintes.
O corte não é uma data fixa: é sempre hoje menos 14 dias, e o desfecho são os 14 dias seguintes (até hoje). Ou seja, a tabela é redesenhada do zero a cada dia que passa, com outras pessoas dentro de cada célula. Não decore os números; decore a ordem.
E tem uma sutileza que assusta quem confere duas vezes no mesmo dia: os denominadores congelam no corte, mas o numerador continua subindo até a meia-noite, porque a venda de hoje ainda conta como desfecho. Abrir de manhã e de tarde e ver a mesma coluna “de N” com um numerador maior é o sistema funcionando, não bug.
Este é o ponto onde quase todo mundo se perde. A tela não tem uma tabela de faixas de recência. Ela pinta uma linha por célula, e célula é o cruzamento de frequência × recência. Os rótulos que você vai ver na primeira coluna são deste tipo:
1 compra · compra recente, 2 compras · compra recente,
3+ compras · compra recentecompra morna e
compra antiganunca comprou · sinal recente (ou morno, ou antigo) —
porque quem nunca comprou não tem “última compra”: a recência dele é a do último sinal de vida.| Coluna, como está escrita na tela | O que é | Como ler |
|---|---|---|
| Célula | Frequência × recência, no formato acima | Se aparecer a etiqueta amostra fraca, a taxa daquela linha não sustenta decisão. |
| Contatos hoje | Quanta gente está nessa célula agora | É o tamanho da audiência que você pode acionar, não o tamanho do teste. |
| Probabilidade medida | A taxa de conversão que a célula teve no holdout, com barra de intervalo | Se os intervalos de duas células se sobrepõem, elas não estão separadas — não invente ordem entre elas. |
| Medida em | O par “N de M” que gerou a probabilidade | É o denominador visível. Taxa sem esse par ao lado não vale citação. |
| Janela anterior | A mesma célula na janela de teste anterior | Serve pra ver se a ordem se repete. Ordem que só existe numa janela é ruído. |
| Faixa | Quente, morna ou fria | É o resumo que os filtros e o CSV usam. |
A leitura que interessa não é o valor de nenhuma célula: é a ordem. Quem comprou há pouco converte bem acima de quem comprou há muito, e essa distância é o que sustenta escolher com quem falar primeiro. Se você tem uma oferta e tempo pra falar com mil pessoas, é essa ordem que diz quais mil.
É tentador juntar as três células de compra recente e citar um total. Esse
número não existe em tela nenhuma — a tela não soma linhas, e a taxa da soma não é a média
das taxas. Se você fizer essa conta, tudo bem, mas diga que é sua e diga sobre o quê. É o mesmo
cuidado que o painel exige da “Taxa de anexação” (seção 13).
O funil desenhado etapa por etapa: quantos entraram, quantos seguiram, quantos ficaram pelo caminho. É a aba pra fechar um lançamento.
O formato muda conforme o tipo de funil, e as etapas não são as mesmas em todos:
Repare que “Tentativas de checkout” soma pago, recusado, pendente e cancelado — não é o número de vendas, é o número de gente que apertou comprar.
No funil do Vibe, a aba escreve um parágrafo só — não duas linhas empilhadas — e ele começa com “São duas réguas, e só a segunda serve pra falar de anúncio.” As duas medidas estão dentro dessa mesma frase. Elas medem coisas diferentes, e a diferença entre as duas é o erro mais caro desta aba:
Ler a primeira como se fosse a segunda infla o resultado por anúncio várias vezes — e você não precisa fazer conta nenhuma pra saber o tamanho da inflação: a própria frase já imprime a segunda fatia com duas porcentagens, uma “do carimbo” e outra “do total”. A primeira delas é a divisão já feita. Leia ali, com o número do dia: qualquer múltiplo escrito num manual envelhece, e esse é justamente o número que ninguém pode chutar.
Na prática: qualquer afirmação por anúncio usa a segunda régua. A primeira serve pra dizer que a VSL está sendo assistida, e só.
Quando uma etapa não tem medição, o painel não inventa e não pula: desenha hachurada e escreve por quê. As cegas de hoje:
O funil Desafio tem pouquíssima venda no escopo dele. O escopo exclui a gravação de propósito (ela é o anexo, não o ingresso), então o debriefing enxerga menos do que o total do produto. Ele abre e funciona — e não sustenta conclusão nenhuma. Não tire estratégia dali, e se alguém citar um número maior, provavelmente está somando o anexo.
As sessões de vídeo só começaram em 10/07/2026. Qualquer recorte que comece antes dessa data volta marcado como parcial. Não é bug: é o dia em que a medição passou a existir.
A comparação com o período anterior só aparece quando a composição de receita é a mesma dos dois lados. Comparar uma semana com lançamento contra uma semana sem lançamento não informa nada.
A aba que audita o painel. Quatro blocos empilhados — os três primeiros foram explicados na seção 04; aqui está o quarto, que é o mais operacional.
Este bloco vai buscar o HTML publicado de 14 páginas nossas, procura os marcadores do rastreamento, conta quantas vendas chegaram com a assinatura de cada página e cruza com o gasto do Meta. É o exame de sangue do sistema.
Quando a tela escreve “30d”, ela quer dizer exatamente isso: hoje menos 29 dias, em Brasília. Não é “do dia 28 do mês passado até hoje”. A diferença parece boba e não é: uma janela de 31 dias traz um dia inteiro de vendas a mais e faz você achar que o painel perdeu linha.
São oito as páginas que o validador consegue auditar por assinatura própria. Quando uma delas mostra zero venda carimbada, existem dois zeros diferentes, e a diferença é a data em que o carimbo entrou no ar:
| Tipo de zero | Como reconhecer | O que fazer |
|---|---|---|
| Zero de espera | O carimbo é mais novo que a janela de 30 dias. As vendas do período são anteriores a ele e não teriam como carregar a assinatura. | aguarde Espere alguns dias de vendas novas. Se depois de uma semana carimbando ainda estiver zerado, aí sim é encanamento quebrado. |
| Zero antigo | O carimbo já está no ar há bem mais que uma semana e mesmo assim nenhuma venda com aquela assinatura chegou. | investigue Se a página deveria vender, é aqui que se olha primeiro. Se ela é de volume baixo e sem anúncio, o zero pode ser plausível — mas isso precisa ser dito, não presumido. |
As datas que separam os dois casos, hoje, são estas: o snippet entrou na Formação Render.IA
em 27/07/2026 e nas duas páginas do Workshop (A e B) em 28/07/2026 — essas são as de
espera. A Formação — aula secreta carimba src=aula-secreta desde
05/07/2026: qualquer zero dela já é zero antigo.
A tela escreve, por página, o marcador encontrado no HTML e quantas vendas chegaram com aquela assinatura na janela. Leia sempre as duas coisas juntas: marcador presente com venda zero é um diagnóstico; marcador ausente é outro completamente diferente.
Vibe Render — vendas e Desafio Render com IA também receberam o snippet nestes dias. Mas as duas carimbam o nome cru do anúncio, sem prefixo próprio de página. Sem assinatura própria, o validador não tem como dizer que aquela venda veio dali — ele não as conta nem como zero nem como acerto.
Consequência prática: não espere ver Vibe vendas nem Desafio nesta tabela, hoje nem daqui a um mês. Pra elas, o que o validador prova é só que o marcador está no HTML publicado. Quem quiser conferir se a venda chega precisa olhar o rastro pelo nome do anúncio, na seção Criativos.
O bloco fecha com o total da janela: quanto das vendas pagas tem assinatura de página. Leia essa porcentagem na tela, e leia com uma ressalva: a maior fatia dela vem do player de vídeo do Vibe, não do marcador que colamos nas páginas. Ou seja, o total é melhor do que o nosso encanamento próprio — se o Vibe sair da conta, o que sobra é bem menos.
Ela usa uma janela fixa de 7 e 30 dias. É diagnóstico de encanamento, não relatório — não faria sentido perguntar “o rastreamento está ligado?” olhando só terça-feira passada. A tela diz isso na cara.
Página cujo botão de compra vive dentro do player de vídeo não pode ser conferida pelo HTML — o carimbo mora no embed da VTurb e não aparece no código publicado. Mas isso não a condena ao cinza: nesse caso o validador julga pelo banco, na mesma janela de 30 dias. Se chegou venda com a assinatura dela nesses 30 dias, a página sai verde, e o motivo escrito na tela diz exatamente isso — que o carimbo não dá pra ver no HTML, mas que N vendas chegaram com a assinatura dele e portanto está funcionando. Ela só cai em cinza quando nenhuma venda com a assinatura chegou em 30 dias, e aí vem junto o que fazer (conferir o botão dentro do painel da VTurb, onde o repasse utm→src é configurado). Vermelha ela fica num caso só: se a própria página não responder HTTP 200 — sem página no ar não há rastro a discutir.
O chip do topo que soma as páginas sem veredito se chama “não auditável” — esse é o rótulo na tela, sem o “pelo HTML”.
Cards de navegação por funil de tráfego pago, e o quadro de order bump.
Vibe render, RenderLab SketchUp PV, RenderLab SketchUp VSL, RenderLab PV, RenderLab VSL e Workshop. Clicar em qualquer um abre o painel daquele funil.
Os cards RenderLab SketchUp PV, RenderLab SketchUp VSL, RenderLab PV e
RenderLab VSL não contam vendas do produto: contam vendas cujo carimbo começa com o
prefixo daquele funil (lpsk--, lpskvsl--, rlpv--,
rlvsl--). O card declara isso no próprio subtítulo:
“Só vendas rastreadas do anúncio”.
Consequência direta: card zerado não é card quebrado. Quer dizer que o endereço de rastreamento daquele funil foi definido, mas nenhuma venda chegou ainda carregando esse endereço. Enquanto uma página nova não tiver vendido com o carimbo dela, o card fica em zero — e está certo.
E o contraste que importa: o produto RenderLAB vende muito mais do que a soma desses cards, porque a compra acontece dentro do app e não carrega anúncio (seção 04, demanda REN-139). Nunca leia esses cards como “quanto o RenderLAB vendeu” — leia como “quanto do RenderLAB conseguimos rastrear”. O total de verdade está em Detalhes → Vendas → Produto.
Quanto do faturamento vem do item extra oferecido no checkout.
Os dois cartões de ticket são o argumento do bump em uma linha: quanto vale um checkout que levou algo junto contra um que não levou. O Ticket com bump ainda escreve sozinho a diferença percentual entre os dois, então não precisa fazer essa divisão à mão.
Na tela, Taxa de anexação é sempre quantas compras levaram algo junto, sobre o total de compras principais do período. O par “N de M” vem escrito na legenda do cartão, e é ele que define do que se está falando.
Existe uma outra conta, tentadora e legítima, que não é essa: um par específico sobre as vendas do produto dele — por exemplo, quantos ingressos do Workshop levaram a Gravação junto. Essa conta dá um número bem maior, porque o denominador é muito menor. É uma taxa de anexação daquele par, não a da tela.
Chamar as duas pelo mesmo nome faz alguém abrir o painel, ver um número baixo onde esperava um alto e concluir que o painel quebrou. Se for citar a segunda, diga que a conta é sua e diga sobre o quê.
A tabela “Pares mais comuns” mostra quais produtos andam juntos no mesmo checkout, do mais frequente pro menos. Normalmente um par só responde pela maior parte da Receita adicional inteira — vale conferir isso na tela antes de tratar o order bump como uma estratégia geral: em geral ele é uma oferta que funciona, não um mecanismo que funciona em tudo.
Por dentro, a rota primeiro monta todo par possível dentro da janela de 120 segundos e depois deduplica: um anexo só pode pertencer a uma compra principal, e uma sessão com dois anexos não pode contar a principal duas vezes. O que sobra da limpeza é o que a tela pinta.
O total antes da deduplicação é maior — em pares e em reais — e não aparece em lugar nenhum do painel, de propósito. Se alguém trouxer um número de order bump que não bate com a tela e for maior, é quase sempre esse: um passo intermediário do cálculo levado pra reunião. O que vale é o que a tela pinta.
A Hotmart não marca “isto foi um order bump” no aviso que manda pra gente. Então o painel deduz: duas compras do mesmo e-mail, de produtos diferentes, com menos de 120 segundos entre elas, viram um par. É uma boa aproximação — mas é aproximação, e a tela declara isso. Se duas compras diferentes caírem no mesmo e-mail em dois minutos por coincidência, viram par também.
As perguntas que aparecem de verdade no dia a dia — e o caminho exato de cliques.
Se a pergunta é “o tráfego como um todo se paga?”, não precisa de nada disso: filtre o período e olhe ROAS e Lucro operacional no topo. Esses dois não dependem de rastreamento.
compra recente
— são as que ficam bem acima das demais. Não procure uma linha “até 30 dias”: essa linha
não existe na tela, a tabela é por célula (seção 10). E a régua é editável: se quiser testar
outro corte de recência, mude na própria aba e clique em Recalcular.Cada termo, em português, com o que ele não é.
compra recente, compra morna e compra antiga (ou
sinal recente/morno/antigo). Não existe uma tabela de
faixas “até 30 dias / 31 a 90 / mais de 90”: os cortes em dias são editáveis na própria aba, e a
tabela é sempre por célula.Sinais de que algo está errado — e o que fazer em cada caso. A maioria já tem explicação conhecida.
| O que você vê | O que provavelmente é | O que fazer |
|---|---|---|
| O número é muito maior do que eu esperava | O período está em Tudo (o padrão) e você está lendo o ano inteiro achando que é o mês | Troque o período. Confira sempre a linha de contexto embaixo do “Bem-vindo”. |
| Selo de conferência vermelho num dia fechado | O painel realmente não bateu com a fonte | pare Não decida nada. Abra o detalhe, veja qual métrica divergiu e avise. |
| Selo com defasagem num dia em andamento | Normal — o Meta sincroniza a cada 10 min | Nada. Ou espere o próximo ciclo. |
| ROAS por anúncio muito baixo, tipo 0,40x | Cobertura baixa: gasto inteiro contra a fatia rastreada da receita | Olhe a linha de cobertura e o ROAS do topo antes de cortar verba. |
| O painel mostra muito menos venda que o gerenciador do Meta | Esperado. São réguas diferentes — ver o caso RenderLAB na seção 04 | Use o painel pra “quanto vendemos”, o Meta pra ranquear criativo. Nunca some os dois. |
| Funil RenderLab mostrando zero | Nenhuma venda chegou com aquele endereço ainda. O card conta só venda rastreada, e diz isso no subtítulo | Confirme na aba Rastreamento. Pra saber quanto o produto vendeu de verdade, vá em Detalhes → Vendas → Produto. A venda do RenderLAB depende da demanda REN-139. |
| Zero vendas carimbadas numa página que você sabe que está certa | O carimbo é mais novo que a janela de 30 dias — ou a página carimba sem assinatura própria (Vibe vendas, Desafio) e nunca vai contar | Confira a data do carimbo na seção 12. Se ele já tem mais de uma semana e a página vende, aí investigue. |
| Bloco vermelho “SEM DADO — NÃO CONFIE NESTA TELA AGORA” | As rotas do painel não responderam. A tela apagou os KPIs de propósito e não desenhou funil nenhum | pare Não decida nada, e não tente “completar” o número de cabeça. Recarregue em alguns instantes; se persistir, é a API do painel — avise. |
| Funis com nome que você nunca viu (“Protocolo 21 Dias”, “Desafio Detox”, “Mentoria VIP”) | Isso é dado de demonstração, e não deveria mais aparecer. Era o comportamento antigo quando as rotas caíam | pare Corrigido em 28/07/2026: hoje a falha vira o bloco vermelho acima. Se algum desses nomes reaparecer, é regressão — avise na hora. |
| Refiz a conta no banco e deu outro número | Você contou o dia em UTC. O painel corta o dia em Brasília | Use substr(datetime(order_date,'-3 hours'),1,10). Ver o quadro da seção 04. |
| Reembolso “sumiu” do gráfico por dia | Só os reembolsos com data utilizável entram na curva, e ela começa em 02/07/2026 | Troque pra vista “Dia da compra”, que inclui todos. |
| O total mudou entre a manhã e a tarde | Vendas novas entraram. A base é viva | Nada. Só compare prints de períodos fechados. |
| O número de um dia fechado caiu desde o último print | Um reembolso chegou e tirou aquela venda do “pago”. Acontece em dia antigo também | Nada. Nem histórico é congelado — o painel conta o estado de hoje. |
| Uma linha grande sem nome de conta | Importação antiga (04/01 a 11/04/2026) que veio sem identificação de conta | Nada. O gasto está certo e entra no total; falta só o rótulo. |
| O gasto do KPI e o gasto dos Criativos não batem | São duas tabelas diferentes do Meta (uma por campanha, outra por anúncio). Elas deveriam somar igual | pare Se divergirem, é sintoma real de sincronização incompleta. Não trate como arredondamento. Avise. |
| Leads por anúncio ≠ leads por campanha | O Meta agrega os dois recortes de jeito ligeiramente diferente. A diferença é pequena perto do total e não nasce aqui | Nada. A tela já avisa. |
| Seção VSLs sem dado nenhum | Ela depende de um intermediário externo pra ler a plataforma de vídeo | Avise. É indisponibilidade de terceiro, não erro de conta. |
| A Conferência não consegue conferir | A fonte (Meta ou Stripe) está fora do ar | Ela avisa em vez de fingir. Tente de novo depois. |
| Um pico gigante achatando o gráfico | Costuma ser 17/05/2026, o fechamento do lançamento da Formação | Use o botão de escala cheia pra ver o pico, e a recortada pra ver o resto. |
| Dois números de cobertura diferentes pro mesmo período | São duas contas: a barra da aba Rastreamento e a linha de cobertura da tabela por anúncio, em Detalhes. A segunda é mais exigente e dá menor | Nada. Cite a que está na tela de que você está falando. Ver seções 04 e 05. |
| Um número citado que você não acha em tela nenhuma | Quase sempre é uma conta de quem citou: soma de linhas do lead score, par de order bump antes da deduplicação, ou subtração dos dois cartões de atribuição | Peça a fonte. Se não estiver escrito na tela, tem que vir com a etiqueta “esta conta é minha” e o denominador junto. |
Se o número parece bom demais, quase sempre é período errado ou régua errada. Se parece ruim demais, quase sempre é cobertura baixa. Antes de reagir a qualquer número, confira essas duas coisas — elas resolvem a maioria dos sustos.
A lista completa, sem suavizar. Se alguém prometer alguma destas coisas apontando pro painel, esta seção é a resposta.
/). Por isso o recorte “Página” pinta uma linha só e a aba Leads pontua
contato, não lead.Até este mês, quando as rotas do painel falhavam, a aba Funis caía num conjunto de dados de demonstração e desenhava funis que não existem: “Protocolo 21 Dias”, “Desafio Detox”, “Mentoria VIP”, com receita, CPA e ROAS inventados. Quem abrisse a tela naquele momento não tinha como saber que estava lendo ficção.
Hoje a falha vira falha visível: no lugar dos quatro cartões do topo aparece um bloco vermelho escrito “SEM DADO — NÃO CONFIE NESTA TELA AGORA”, com o motivo, e a lista de funis vem vazia. Zero número na tela é melhor que um número bonito que ninguém mediu.
Fica registrado aqui por dois motivos: pra você reconhecer o bloco vermelho quando ele aparecer, e pra que o reaparecimento daqueles três nomes seja tratado como bug grave, não como curiosidade.
Porque a alternativa é pior. Um painel que esconde os buracos faz alguém tomar decisão de milhares de reais em cima de uma tela bonita e vazia. Um painel que mostra os buracos permite decidir sabendo o tamanho da incerteza — e sabendo qual buraco vale a pena tapar primeiro.
Os três que mais mudariam o painel se fossem resolvidos: REN-139 (o rastro da venda do RenderLAB), etiquetar os criativos (destrava a análise por gancho) e o rastreamento das páginas ligado em 27–28/07/2026, que sozinho já deve subir a cobertura nas próximas semanas.